<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d21814590\x26blogName\x3dSextante\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://marciopimenta.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_BR\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://marciopimenta.blogspot.com/\x26vt\x3d-6527263016310755700', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

25 dezembro, 2006

Mudança

Você está sendo redirecionado para o novo blog!

Se isto não acontecer, clique aqui.

22 dezembro, 2006

Entrevista - Papai Noel

Voltei atrás quando disse aqui que a entrevista com a Fernanda Takai seria a última do ano. Encontrei um bom velhinho que me fez tomar esta decisão.

Segundo o Wikipédia, Papai Noel "...foi inspirado em São Nicolau Taumaturgo, Arcebispo de Mira, no século IV. Nicolau costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha...".

A enciclopédia on-line desmente ainda o mito de que Papai Noel tenha sido um personagem da Coca-Cola: "isso é totalmente infundado e se trata de mera coincidência, visto que o Pai Natal já apareceu assim na própria obra de Thomas Nast e em outras propagandas como da Colgate, RCA Victor, Michelin, muito antes de aparecer em campanhas do refrigerante".


Encontrei o Papai Noel num shopping de Salvador. Chama-se Juarez Teixeira Araújo Filho, ex-bancário e que atualmente está desempregado. Conseguiu um contrato de 35 dias para representar o bom velhinho e poder fazer a alegria das crianças que é algo que o Juarez afirma fazer com muito prazer. E claro, arrumar um dinheirinho para o seu próprio Natal.

Entre uma criança e outra, Papai Noel me atendeu. Só esqueci de fazer o meu pedido.

M. Pimenta - O que as crianças mais tem lhe pedido ultimamente?

Papai Noel - Bicicletas. São as campeãs de pedido. Video game também. As meninas querem bonecas, como sempre. Tem uma em especial, a Stefany.

M. Pimenta - Como é representar um personagem como o Papai Noel?

Papai Noel - Amo este trabalho. Lidar com crianças me traz muita satisfação.

M. Pimenta - Há quanto tempo você trabalha com crianças?

Papai Noel - Há 12 anos. Tenho 37 agora.

M. Pimenta - Quanto não está atuando, o que você faz no restante do ano?

Papai Noel - Procuro trabalho. Atualmente estou desempregado. Já fiz também o coelhinho da Páscoa. Mas prefiro o Papai Noel, o contato com as crianças é maior.

M. Pimenta - Representar o Papai Noel ajuda no orçamento do Juarez?

Papai Noel - Não posso dizer que financeiramente esteja valendo a pena. Mas como gosto de trabalhar em contato com as crianças, esqueço o lado financeiro e assim fico satisfeito.

M. Pimenta - Papai Noel, muito obrigado e te desejo um feliz Natal.

Papai Noel - Feliz Natal para você também!

* Colaborou Marcelo Cravo.

21 dezembro, 2006

Em manutenção


Estamos em manutenção para melhor servi-los.

Ai macacada, o blog não vai entrar de férias, mas como vocês já devem ter percebido, o ritmo de atualizações diminuiu e assim deverá permanecer até a primeira semana de 2007.


É que estou preparando algumas surpresas para vocês. Layout totalmente reformulado, novas colunas, novos recursos e muito, muito mais! Tenham um pouco de paciência e aguardem.

Estou tentando ainda um grande surpresa para amanhã. Espero que dê certo, pois exigirá muito deslocamento.

Foto: Carlos Latuff

20 dezembro, 2006

Giro (quarta-feira)

Fui ao shopping center hoje. Loucura. Mas dei sorte. Estacionei em 3 minutos. Estou fora do desvio padrão. Comprei tudo. Não, não o shopping, todo como dizem. Apenas o que precisava.

A presidente do Chile, Michele Bachelet, deu declarações hoje reforçando as ações democráticas na América Latina e aproveitou para alfinetar a cartilha neo-liberal e o Consenso de Washington.

2007 na Venezuela parece que será um ano bastante quente. Depois que os partidos que apoiaram Chavez anunciaram as intenções de formarem um partido único, chegou a vez da oposição anunciar que irá às ruas.

Aqui em Salvador um jovem de 19 anos estava sendo enterrado quando o corpo se mexeu por duas vezes. Corre-corre no cemitério. O corpo voltou para um novo atestado de óbito e finalmente pôde descansar em paz.

A Globo resolveu se posicionar sobre a carta do repórter que foi demitido. Como este é um espaço que gosta ouvir os dois lados, coloco aqui para vocês lerem.

19 dezembro, 2006

Sem corporativismo

Vale a pena dar uma lida na carta do repórter Rodrigo Vianna que foi demitido pela Globo. O Terra Magazine, que é dirigido pelo excelente Bob Fernandes, disponibilizou na íntegra.

Giro (terça-feira)

A semana começou movimentada.

Menos para mim. Finalmente de férias. Hoje optei por não fazer nada. Sentimento estranho esse.

ACM Neto foi esfaqueado quando saía de seu escritório aqui em Salvador por uma mulher que cobrou uma promessa de liberação do FGTS. Promessa é promessa. O rapaz não teve nada. Agora além do FGTS a própria mulher está retida.

Morreu Joseph Barbera, criador dos Flinstones, Tom & Jerry, etc. Para quem nasceu na década de 70 este senhor deixou muitas lembranças.

Todos esperavam Ronaldinho. Deu Marta. Mas as manchetes preferiram destacar a perda do dentuço.

Parreira diz que feito de Marta foi um milagre. Acho que foi trabalho mesmo. Milagre foi perdemos a Copa. Neste caso faltou trabalho.

Quero ir a praia amanhã.

18 dezembro, 2006

Burguesia

Esta foi um achado.

Música boa sempre é atual, não é mesmo?

"...vamos fazer uma Revolução ao contrário da de 64...", "...são caboclos querendo ser ingleses..."

Fantástico!

Incrível como um golpe militar pode ser chamado de Revolução. Só mesmo aqui em Pindorama.




Giro (final-de-semana)

Final de semana dos bons, devo dizer.

Muito trabalho para entregar minhas ultimas tarefas de 2006. Fico de férias hoje e assim terei mais tempo para responder aos leitores e trabalhar no novo layout 2007 do blog.

Cada vez me espanto mais com a tecnologia. Um sujeito lá na Alemanha, na cidade de Colônia - olá Silvia e Steffanie - recebeu um aviso pelo celular do sistema de segurança de sua casa aqui do Brasil. Conectou-se a internet e viu o sujeito utilizando seus bens sentado no sofá de sua casa. Acionou a polícia local, inclusive dando coordenadas dos movimentos do sujeito pela casa. O cara foi pego.

O Barcelona é freguês. Primeiro com o São Paulo e agora o Inter de Abel. Excelente! Thiago não cabia em si e abriu um debate que acabou por virar tema para questionar o título do Todo Poderoso Timão. Sem comentários. Qualquer dúvida entrem aqui.

Lula é o presidente mais bem avaliado da história do Brasil, segundo o Datafolha.

Incertezas em Cuba. O país discute como ficarão os seus filhos sem Fidel. Não sei. Nem ninguém sabe. Cuba antes de Fidel era um bordel para os americanos. Com Fidel uma ilha de informações truncadas que apenas quem já esteve lá pode relatar. Sem Fidel? Não sei.

O Discovery Channel está passando um documentário "O Fidel que eu conheço". Interessante. Curto, para um líder que se encontra há mais de 40 anos no poder. E tendencioso demais também.

15 dezembro, 2006

Entrevista - Fernanda Takai

Queria entrevistar uma banda de pop rock nacional ainda este ano. Pensando nos leitores achei que teria que ser uma banda de personalidade forte e ao mesmo tempo doce. E Pato Fu foi o primeiro nome que me ocorreu.

Os contatos com a Fernanda Takai começaram antes da turnê que o Pato Fu fez pela Europa. A Fernanda não demorou em atender as minhas solicitações e prometeu uma entrevista para a volta. Pensei: “lá se foi a minha chance”. Mas dentre todas as qualidades que a moça tem podem acrescentar ai mais uma: ela tem palavra e cumpriu o que prometeu. E com muita, mas muita simpatia e atenção.

Fernanda Takai dispensa maiores apresentações e o Pato Fu mantém um site bastante atualizado, vale a visita.

Mesmo que você não seja fã da banda é impossível você ler a entrevista e não querer ouvir a música deles logo em seguida. Não tem o CD? Clica aqui e ouça As Brigas que Perdi.

Espero que gostem do resultado.

M. Pimenta - Vocês acabaram de fazer uma mini-turnê por Portugal e um show em Londres. Como anda o espaço para a música latina no além-mar?

F. Takai - Portugal abre bastante espaço pra produção cultural brasileira de modo geral. É comum ver anúncios de espetáculos de teatro, filmes, shows de artistas brasileiros... As músicas daqui tocam com freqüência em rádios de lá. O contrário não ocorre. É muito difícil você ouvir um artista português nas rádios do Brasil.

Temos tentado trocar figurinhas com bandas portuguesas para que exista mais divulgação aqui do que tem sido feito de novo por eles, especialmente no segmento pop rock.

Claro que ainda há mais facilidade de encaixe no mercado para aqueles que tem um som mais "Brasil-exportação", como em Londres or exemplo. O Pato Fu não tem isso porque nossas influências são diversas. Se não cantássemos em português, as pessoas não adivinhariam nossa origem pelo som. Demorou bastante tempo pra gente conseguir se apresentar ao vivo

nesses países, mas valeu a pena porque o show é nossa melhor moeda. Acho que vamos voltar!

M. Pimenta - A década de 80 foi rica para o rock brasileiro, coincidência ou não, as letras eram muito politizadas, algo raro hoje em dia. Os jovens eram mais politizados também. Você acha que o rock tem a responsabilidade de influenciar (no sentido educativo) o jovem ou é influenciado por eles?

F. Takai - Não acho que o rock dos anos 80 tenha sido mais politizado, nem que o jovem daquela época prestasse mais atenção no assunto que os de hoje. Havia mais variedade estética, mas até mesmo o discurso político dentro de uma letra pode ser simplesmente uma característica de um segmento e ficar banal. Há pessoas escrevendo com essa conotação também, mas parece que as categorias musicais são mais restritas quando se fala em visibilidade. As grandes rádios tocam cada vez menos artistas por vez e todos se parecem. Tem jovem consciente sim. Sou contra essa idéia de que bandas ou compositores que não falem explicitamente de política sejam menos cidadãos ou por acaso deixem de ter um papel bacana na sociedade.

Algumas vezes a gente pode chamar a atenção dos jovens e do público em geral para alguns assuntos importantes sem ter que levantar bandeira, ser panfletário.

Sim, acho que o jovem busca alguma forma de identificação com os artistas que admira, então tudo o que está em torno de nosso trabalho recebe um foco de atenção. Prefiro pensar nessa influência de forma mais subjetiva e não num "dedo na cara" ou "faça isso, faça aquilo".

M. Pimenta - De que forma a música pode contribuir na formação dos jovens?

F. Takai - Gostar de música é sempre algo muito bom na vida de qualquer pessoa. Essa capacidade abstrata embutida nela... algo inexplicável como a empatia por uma voz, um timbre, a vontade de se colocar um disco pra tocar, de querer aprender um instrumento, escrever uma poesia que pode vir a ser uma letra, nos torna humanos mais sensíveis. Além disso, a linguagem musical é mesmo universal. Ter algum domínio sobre ela como músico ou como ouvinte, já nos coloca em contato com outras culturas, outras linguagens. Ocupar o tempo dos jovens com música devia ser matéria obrigatória nas escolas. Seria também o embrião para uma formação profissional extra.

M. Pimenta - Vocês acabaram de fazer um show em Salvador, cidade de uma cultura riquíssima e com uma das maiores desigualdades sociais do Brasil. Como é lidar com um público com valores tão destoantes?

F. Takai - A gente encontra esse tipo de desigualdade Brasil afora. O evento que fizemos em Salvador é um bom exemplo de tentarmos equilibrar um pouco mais essa balança. Os ingressos tinham preços bem populares, o mais caro custava 10 reais e estimulava-se a doação de livros. Parece batido dizer que a gente precisa investir em educação, mas é esse mesmo o caso. Saber e querer ler mais é ser iluminado por idéias. É abrir pra mais gente a possibilidade de se viver melhor, de arranjar saídas, de fermentar a mente.

M. Pimenta - Há planos do Pato Fu no próximo ano para a Europa? E para a América Latina?

F. Takai - Gostaríamos de voltar à Europa no verão, quando a temporada de shows acontece com mais vigor. Há festivais interessantes em Portugal, França, Espanha, Inglaterra que talvez pudessem ser uma boa vitrine pro Pato Fu. A disputa é grande, mas estamos mandando material desde já.

Temos estreitado os laços com alguns artistas da latino-américa como os Aterciopelados (Colômbia) e Babasônicos (Argentina). Há outros artistas que admiramos como Café Tacuba e Julieta Venegas do México... acho que todos temos vontade de interagir mais. Vamos tentando pouco a pouco.

M. Pimenta - Gostaria que vocês comentassem a frase do "press release" de vocês: “O Pato Fu é uma banda da qual se espera tudo. Não qualquer coisa, mas tudo”.

F. Takai - Sempre dissemos que o Pato Fu tem álibi pra fazer música de todo o jeito desde que seja boa. Não colocamos fronteiras estéticas nas canções. Já ousamos gravar em espanhol, japonês, italiano, francês, inglês e nem falamos essas línguas todas tão bem... Também os assuntos de cada letra são bem diferentes. Podemos falar sobre licitação pública, amor de cachorro, perdas, ganhos, luz no fim do túnel, vingança tecnológica do Japão, inteligência artificial, saudade, sem deixar de ser sempre Pato Fu.

Márcio, obrigada pelo espaço e divulgação!

M. Pimenta – Nós é quem agradecemos Fernanda.

14 dezembro, 2006

Giro (quinta-feira)

Você lê comentários?

MF é meu amigo. Não parece, mas é.

Fiquei empolgado com a notícia "Estudantes ocupam prédio da UFBA e ameaçam o vestibular". Mas o conteúdo é de doer. Os alunos residentes ocuparam o prédio para "exigirem" serem chamados para fiscalizar a prova do vestibular. Nem vale a pena clicar. Nem vale a pena virar notícia.

No ultimo vestibular 200 conseguiram vagas. 37 faltaram no dia.

A Technorati prevê que no próximo ano existirão 100 milhões de blogs! Somente no mês de novembro 100 mil novas páginas foram criadas. Caramba, 100 milhões?!?!?!

Os deputados federais aprovaram um aumento para si mesmos de 90,7%. E a coisa é rápida. Em fevereiro já começa a valer. Onde está a classe média? E os estudantes? Bem, alguns deles estão na UFBA "lutando" pelos seus direitos.

Lembram do post que fiz sobre a Salvador antiga? A Débora Teixeira que é estudante de jornalismo da Faculdade Social da Bahia - um dos lugares que dou aula e que ela certamente não sabia - mandou um link sobre o trabalho fotográfico que ela e suas colegas fizeram na Praça do Campo Grande e outro link do grupo que fez fotos do Rio Vermelho.

Já a Isabel Aquino estudante de Urbanismo da Uneb está fazendo um artigo sobre a Ladeira da Montanha e andou conversando com antigos moradores. Lembram que eu falei que as meninas se prostituiam por R$ 10,00? A Isabel esteve lá ontem. Segundo uma moradora do local o preço das meninas está de R$ 3,00!!!

Que mundo. Que cidade que não protege os seus filhos. Desculpem, estou envergonhado e indignado.